Tempos de mudança

As mudanças, sejam elas quais forem, provocam sempre mixed feelings.
Por um lado, o desconforto de largar o que já nos era conhecido. Porque nos queremos agarrar ao que de bom tínhamos. Porque já sabíamos lidar com o que nos incomodava. Porque temos medo do desconhecido.
Por outro lado, o prazer da novidade. Porque sentimos alívio em deixar o que já não suportávamos. Porque a descoberta, do bom e do mau, é sempre entusiasmante. Porque nos divertimos a aprender. Porque estamos espectantes para receber o que de melhor a nova circunstância tem.
Uma mudança implica sempre crescimento. Tudo tem bom e mau. E quando se muda de uma circunstância para outra temos de (re)aprender novos hábitos e de nos adaptar.
Vamos ser enganados por aquilo que nos ilude à primeira vista e que, no final, não tem assim tanto brilho como pensávamos. Porque vamos descobrir coisas quem nem sonhávamos existir e que, de repente, nos fazem tanta falta.
Porque, afinal, vamos sentir saudades de coisas que desvalorizámos anteriormente, mas que temos de aceitar que já não nos pertencem.
É: para podermos dar lugar a coisas novas, temos de deixar ir algumas das velhas. Temos de saber largar alguma bagagem, viajar leve e com fé, acreditar que, entre o que leva e traz, o universo sabe o que faz.

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